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Jefferson Cabral inaugura espaço com painéis temáticos São José do Rio Preto, 10 de abril de 2008
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Néia Rosseto |
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| Jefferson Cabral e suas obras: artista flerta com o figurativo | Igor Galante
00:46 - Tendo o clássico como base para todas as tendências modernas, o artista plástico Jefferson Cabral mostra, com seu novo espaço inaugurado este mês no Clever Casado Open Mall, em Bálsamo, que a arte decorativa pode sim ser mais figurativa e menos contemporânea. “O moderno está saturado demais na decoração. Hoje as pessoas estão voltadas para um toque mais pessoal e temático”, explica o artista plástico. Seu acervo em Bálsamo mostra, em quadros e estamparias, um Brasil pitoresco dos tempos coloniais, um País exótico, com muito a ser descoberto - e é difícil, ao observar seu trabalho, não lembrar de “pintores exploradores” como Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas ou, indo um pouco mais além, de Albert Eckhout, trazido por Maurício de Nassau. “É o Brasil dos viajantes”, explica o artista, “uma tendência bastante em voga, principalmente na França”, completa.
| Néia Rosseto |
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| Suas obras estão expostas em Bálsamo: temas pitorescos |
Cabral define a perspectiva de seus quadros como “uma janela que se abre e persuade a mente” e não está errado. Suas telas são grandes painéis que revelam paisagens belíssimas de um Brasil de verde puro quando “descoberto” por seu “chapa” Pedro Álvares Cabral. A sensação é aquela de sair de uma mata fechada para, de súbito, ter à frente um novo mundo desvelado por entre clareiras. O que reabre a discussão da dualidade “figurativo x contemporâneo” na arte decorativa.
O proprietário do café antiquário de Bálsamo, Clever Casado, sai em defesa da primeira. “É uma arte que tem vida, tempero. Ninguém consegue viver em uma casa inteira branca”, diz Clever, que cuida da orientação artística de Cabral na região. Carioca, Jefferson Cabral está há seis meses em Rio Preto, onde pretende abrir nova frente de negócios com arquitetos e decoradores. A inauguração este mês em Bálsamo de um espaço cultural próprio, que abrigue e exponha suas obras, faz parte desse projeto. |
| Néia Rosseto |
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| O artista plástico gosta de se aventurar por temas históricos | Trajetória Antes de mergulhar inteiro na pintura, Jefferson Cabral cursou Publicidade e Propaganda na Sociedade Propagadora de Belas Artes e estagiou em agências de publicidade, na criação de logos e desenvolvimento de “story boards”. Em 1988, foi para a Europa, estudar e trabalhar em Londres para a agência Laraine Ashton Models. Um ano depois, já estava estudando “graphic design”, “computer graphic” e “story board” na The Royal Borough of Kensington. Voltou para o Brasil em 1991, dando seqüência a cursos ligados às artes gráficas e computação gráfica. |
| Néia Rosseto |
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| História viva: os quadros tem um quê de Brasil colonial |
Daí, como diz o próprio texto de apresentação em sua página na internet, “a pintura decorativa cruzou o caminho do artista, sem saber que se tornaria sua paixão”. Tem entre seus clientes gente como o antigo todo-poderoso da TV Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni). E apesar de trazer para Rio Preto uma arte que tende para o clássico-figurativo, não condena a arte moderna, ao contrário, também a pratica. “Eu procuro ser eclético, elástico, trabalhar desde a linguagem etrusca, primitiva, até a arte de instalação”.
Serviço: Espaço Cultural Jefferson Cabral. No Clever Casado Open Mall, em Bálsamo. Informações sobre o artista no site www.jeffersoncabral.com.br
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