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Este termo francês significa literalmente enganar a
vista. O nosso cérebro é a parte do nosso corpo
que enxerga e computa todas as informações e
sensações. Esta técnica tem por finalidade
criar uma tridimensionalidade na superficie ou mesmo foto-realismo
e induzir nossa mente com qualquer sensação,
perspectiva ou dimensão préviamente estabelecida
pelo artista.
Sobre esta técnica existe uma estória ocorrida
na antiga Grécia que conta que 2 pintores rivais se
defrontaram em um concurso para decidir qual dos 2 conseguiria
reproduzir uma perfeita ilusão de um objeto. O primeiro
deles, chamado Zeuxis, pintou um cacho de uvas que, de tão
realista, pássaros pousavam e tentavam bicá-las.
Seu oponente, Parnhasius, trouxe sua tela envolta em um tecido
branco. Ao tentar desembrulhar a tela, Zeuxis ficou abismado
ao perceber que perdera o concurso. O que parecia ser um tecido
cobrindo uma tela era na verdade a obra de Parnhasius .
Revitalizada no período renascentista e atualmente
o advento de técnicas de perspectiva e renderização
cada dia mais realistas permitem que o impacto da utilização
destas duas variáveis seja calculado para se obter
o efeito máximo de ilusão de ótica. Esta
técnica hoje intriga os estudiosos sobre a natureza
da arte e sua percepção.
Neste aspecto, o artista pode realmente transferir para o
meio físico toda sua originalidade, no sentido de harmonizar,
quebrar ou mesmo dar vida a superfícies neutras, preencher
espaços, suavizar cantos, arestas e tudo o mais onde
levar sua imaginação e audácia.
Exatamente esta audácia levou Jefferson Cabral à
concepção e realização de uma
de suas obras mais famosas : Pintura em um assoalho de madeira
em uma exposição de arquitetura e decoração
na CASA COR reproduzindo um tapete Ambuison Francês: |